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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Indústria cultural e cultura de massa.

       Cultura de Massa: É toda e qualquer manifestação de atividades ditas populares. Do carnaval ao rock and roll, do jeans à coca-cola, das novelas de televisão às revistas em quadrinhos, tudo, hoje, pode ser inserido no cômodo e amplo conceito dessa cultura, a qual é produzida para as massas e veiculada pelos meios de comunicação em massa.

       Indústria Cultural: Conjunto de empresas e instituições cuja principal atividade econômica é a produção de cultura, com fins lucrativos e mercantis. No sistema de produção cultural, encaixam-se a TV, o rádio, jornais, revistas; que são elaborados de forma a aumentar o consumo, modificar hábitos, educar e informar. A indústria cultural impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente. Segundo Theodor Wiesengrund-Adorno, na Indústria Cultural, tudo vira negócio e o homem não passa de um mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto.
       Fica claro portanto a intenção da Indústria Cultural: obscurecer a percepção de todas as pessoas, principalmente daquelas que são formadoras de opinião. Ela é a própria ideologia. Os valores passam a ser regidos por ela. Até mesmo a felicidade do indivíduo é influenciada e condicionada por essa cultura.


 Postado por Alexandre Luiz Baioto Forte.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Brasil lidera consumo de Mídia



O mercado brasileiro de entretenimento e mídia apresentou o maior crescimento entre as principais economias do mundo em 2010 e atingiu US$ 33,1 bilhões. Segundo estudo da consultoria PwC em 58 países, no ano passado o Brasil cresceu 15,3%, à frente de Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, alguns dos principais mercados do mundo. A pesquisa considera serviços consumidos pela população e também receitas com publicidade.
Os segmentos que tiveram mais representatividade no Brasil foram serviços de TV por assinatura e acesso à internet, em consumo, e publicidade em televisão, entre os anunciantes. Os três segmentos registraram um aumento superior a 20% no ano passado. “O crescimento está diretamente relacionado ao desempenho da economia. A ascensão de mais brasileiros à classe média já trouxe impacto significativo no ano passado”, afirma Estela Vieira, sócia da PwC para a área de entretenimento e mídia. Puxada pelo Brasil, que representa 50% dos resultados, a América Latina também foi a região que mais subiu em receitas: 12,2%, atingindo US$ 66 bilhões.

CONCORRENTE
A pesquisa mostra ainda que o Brasil, ao lado da China, apresentará até 2015 o maior ritmo de crescimento entre as 12 principais economias: 11,4%, ante 11,6% do país asiático.
“Com a ampliação do acesso à internet de alta velocidade, prometida com o Plano Nacional de Banda Larga, é possível que o Brasil ultrapasse Itália e Coreia do Sul até 2015 e se consolide como o sétimo maior mercado para entretenimento e mídia”, diz. Hoje o país ocupa a nona colocação, num mercado de US$ 1,4 trilhão.

Mobilidade
A disseminação de smartphones e tablets contribuirá para o amadurecimento do mercado de internet móvel. Serviços de acesso à web sem fio movimentarão cerca de US$ 5 bilhões até 2015, crescimento médio anual de 23,5%, um dos maiores entre as 13 categorias de entretenimento e mídias avaliadas. A banda larga fixa crescerá, no período, 13,6%. Impulsionado por jogos on-line, em redes sociais e aplicativos para celulares, o mercado de games deve crescer, em média, 7,7% ao ano no Brasil até 2015. O ritmo será superior ao consumo de revistas, músicas e livros, que deve aumentar de 2,4% a 7,4%.

FONTE: Clique Aqui


Postado por Kellyn Taiandra Baccin.

 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Eu Etiqueta - Carlos Drummond de Andrade

Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrina me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.

Fonte : http://nahoradachuva.blogspot.com.br/2006/02/eu-etiqueta-carlos-drummond-de-andrade.html

                                                                                          Postado por Luiz Felipe Oldra