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quarta-feira, 27 de março de 2013

O Rádio e a Indústria Cultural voltada a ele


O que seria Indústria Cultural?

A produção da indústria cultural  é direcionada para o retorno de lucros tendo como base padrões de imagem cultural pré – estabelecida e capazes de conquistar o interesse das massas sem trabalhar o caráter crítico do expectador. Para se manter e conquistar público , a produção cultural não objetiva somente a expressão artística , quando esta planejada sob pretensões profissionais.


A arte em geral , as manifestações histórico – culturais e a identidade de uma região servem como inspiração e conteúdo de obra e produto cultural. Em suma a indústria cultural busca produzir algo que conquiste público e relevância comercial e se ramifique em produtos licenciados.

O Rádio

Um novo brinquedo - foi o que muitos pensaram quando viram pela primeira vez aquela caixinha misteriosa que falava: o rádio. Embora inventado em 1896, foi somente depois da Primeira Guerra Mundial que o rádio se popularizou. Atualmente, o rádio é um dos meios de comunicação mais utilizados, porque é um instrumento de baixo custo e pequeno porte.
No Brasil, o rádio é muito importante porque, em certas regiões do país, é o único veículo de comunicação que consegue chegar, informando e divertindo a população.




A Indústria Cultural voltada ao Rádio

O que importa é que esse produto chegue às massas. Toda essa estratégia de divulgação e consumo propicia a larga manipulação também dos meios de comunicação pelos produtores de marketing, os quais, têm o poder de influenciar os meios de comunicação, a fim de criar, no público-alvo, novas necessidades de consumo de, também, novos produtos.
Por seu caráter polissêmico, o veículo em questão, pode ser ouvido em vários lugares onde está seu ouvinte, em casa, na lanchonete, no carro, até na rua com um rádio de bolso, além disso, sua forma de contatar seus ouvintes é direta e deixa o receptor à vontade. Hoje a diversidade radiofônica é abundante, elas podem ser analógicas, digitais, não importa, em termos tecnológicos e qualidade do som muda bastante, mas em termos ideológicos e influência ao ouvinte continua.


FONTES:  


 Postado por Kellyn Taiandra Baccin.



terça-feira, 26 de março de 2013

As Redes Sociais - Gráficos

Realizamos uma pesquisa, entre todos os alunos do Colégio SESI - Ampére, tendo um total de 80 votos, cada aluno pode marcar uma alternativa, e agora apresentamos para vocês em forma de gráficos, quais foram os resultados da enquete.

Quais os principais benefícios e malefícios que as redes sociais nos trazem?

Benefícios:                                               Malefícios:
a) Informação                                             a) Vício
b) Comunicação                                        b) Acesso à conteúdos maliciosos
c) Entretenimento                                      c) Manipulação de Informações


Gráfico de Setores



Gráfico de Barras
 Postado por Kellyn Taiandra Baccin.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Eu Etiqueta - Carlos Drummond de Andrade

Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrina me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.

Fonte : http://nahoradachuva.blogspot.com.br/2006/02/eu-etiqueta-carlos-drummond-de-andrade.html

                                                                                          Postado por Luiz Felipe Oldra

Falácias

O que são as Falácias? Falácias são erros de argumentação, ou, num sentido mais estrito, argumentos que dão, enganosamente, a impressão de serem válidos ou mesmo corretos, mas que não são.
      Tipos de Falácias: Argumento contra o homem ,  Apelo à autoridade , Apelo à piedade ,  Apelo à galera , Apelo à ignorância , Petição de princípio , Acidente , Generalização Apressada , Falsa Causa.
      Argumento contra o homem: Como o nome da falácia sugere, ela ocorre quando alguém, em vez de atacar alguma afirmação que alguém faz, ataca o autor da afirmação. Exemplo: João afirma que meu cliente cometeu o crime. Ora, mas João é um bêbado inveterado, portanto, seu testemunho não tem valor algum. Você diz que fumar faz mal para a saúde — mas você fuma!
       Apelo à autoridade: A forma geral é argumentar em favor da aceitação de alguma afirmação apenas porque certa pessoa, geralmente alguém famoso ou muito conhecido (uma “autoridade”, alguém digno de respeito ou admiração) disse tal coisa. Exemplo: Einstein disse que tudo é relativo, portanto tudo é relativo. Pelé afirma que o refrigerante R é ótimo. Logo, o refrigerante R é ótimo — e você deve bebê-lo.
       Apelo à piedade: Como diz o nome, essa falácia é cometida quando se faz um apelo à compaixão, para conseguir a aceitação de uma certa conclusão. Exemplo: Você precisa me dar um ponto a mais na média da disciplina, professor, pois se eu não passar não vou me formar, os convites para a festa já estão feitos.
      Apelo à galera (popular)  Busca-se a aceitação de uma conclusão apelando para o entusiasmo das pessoas, geralmente através de um discurso emotivamente carregado. Isso também acontece muito na propaganda. Exemplo: Você deve comprar o automóvel “A”: E quais as “razões” apresentadas? Ora, veja só as moças de biquíni que estão acompanhando o sujeito que está dirigindo o carro! Ou então você deve usar um certo sabonete, pois tomar banho com ele é uma experiência emocionante.
      Apelo à ignorância: Esse tipo de falácia consiste em afirmar que alguma conclusão deve ser verdadeira simplesmente porque não está demonstrado que é falsa, ou que é falsa simplesmente porque não se provou que é verdadeira. Exemplo: Fantasmas existem, pois ninguém mostrou que não existem.
      Petição de princípio: Também chamado de círculo vicioso. Exemplo: A- Érico Veríssimo é um escritor bem melhor que Jorge Amado. B- Por que você diz isso? A- As pessoas de bom gosto literário preferem Érico Veríssimo a Jorge Amado. B- E o que é uma pessoa com bom gosto literário? A- Uma pessoa que prefere Érico Veríssimo a Jorge Amado.
      Acidente: Consiste em tomar uma afirmação geral como se não tivesse exceções; aplicar uma regra geral a um caso particular. Exemplo: O que você comprou hoje no supermercado para comer no almoço você vai comer no almoço. Você comprou carne crua, logo, vai comer carne crua. O exercício é bom; logo, todos devem se exercitar.
      Generalização Apressada: Consiste em tirar uma conclusão de caráter geral a partir de um ou poucos casos. Exemplo: Correr faria mal para João, que acaba de passar por uma cirurgia cardíaca. Logo, exercício faz mal à saúde. Conheci uma pessoa da nacionalidade N, e era uma pessoa arrogante. Semana passada fiquei conhecendo outra pessoa da mesma nacionalidade, também arrogante. As pessoas de nacionalidade N são todas arrogantes!
      Falsa Causa : Essa falácia consiste em tomar como causa de algum evento algo que não é a causa, ou inverter a relação de causa e efeito. Exemplo: Há mais pessoas dirigindo carros agora do que há 20 anos atrás, mas também há mais pessoas morrendo de câncer agora do que há 20 anos atrás. Portanto, dirigir carros causa câncer.
       Argumento contra o homem Ataque a pessoa que disse algo Apelo à autoridade Algo é correto devido certa pessoa ter dito (famoso, importante) Apelo à piedade Convencer a partir da sensibilidade (pena, misericórdia, compaixão) Apelo à galera Se todos fazem devo fazer também Apelo à ignorância Algo é verdadeiro porque não foi provado que é falso (ou o contrário) Petição de princípio Circulo vicioso (não explica) Acidente Geral para o particular Generalização Apressada Parte de casos particulares para explicar o geral Falsa Causa Inverte a relação de causa e efeito (resultado).

      Fonte : Clique Aqui

                                                                      Postado por Luiz Felipe Oldra